Mais de 50% dos trabalhadores já pediram demissão por causa de chefes ruins e 49% priorizam boa liderança a salário alto, aponta pesquisa

20 de abril de 2026
Contábeis

Quanto um chefe ruim pode atrapalhar uma equipe? Segundo relatório da Bad Boss Index 2025, profissionais trocariam promoções (66%), salários altos (49%) e até flexibilidade de trabalho (44%) por um bom líder. 

A pesquisa entrevistou mil funcionários de diversas áreas e profissões e 53% deles afirmaram que já deixaram empregos por conta de comportamentos antiéticos, críticas excessivas e expectativas irreais impostas por chefes. 

Além disso, atitudes abusivas criam um ambiente de insegurança psicológica onde o erro é punido e a inovação é sufocada. Quando o gestor utiliza o medo ou a pressão desmedida como ferramenta de controle, a equipe para de colaborar e passa a operar em "modo de sobrevivência", focando apenas em evitar conflitos e não em entregar excelência.

Segundo o levantamento, 70% dos entrevistados afirmam que a boa relação com a gerência  impacta diretamente sua satisfação no trabalho.

O levantamento também mostra que metade dos funcionários já pediram demissão devido a uma gestão ineficiente ou tóxica. Sendo assim, é necessário que os gestores busquem promover um ambiente saudável e amigável para sua equipe. 

Vale reforçar que esse desgaste não acontece do dia para a noite, mas é o resultado de uma série de comportamentos que começam de forma sutil, mas que se tornam insustentáveis a longo prazo. Para identificar se uma liderança está cruzando a linha da produtividade para a liderança ruim, o relatório destaca alguns traços. Veja a seguir.

 

Como identificar um chefe tóxico

1. Comportamento antiético  

Este é apontado como o comportamento mais destrutivo, com assédio, bullying e desonestidade. O estudo lista situações graves, como gestores que gritam com subordinados, fazem falsas acusações ou até violam a confidencialidade e cometem roubo de salários.

2. Favoritismo e tratamento injusto 

Ocorre quando o líder baseia decisões em preferências pessoais e preconceitos. Isso se reflete em escalas de trabalho desequilibradas, avaliações de desempenho que não batem com a realidade e favoritismo com funcionários protegidos, criando um clima de injustiça na equipe.

3. Falta de transparência

Esse comportamento acontece quando o gestor ignora feedbacks e dá instruções vagas de propósito. Isso deixa a equipe sobrecarregada e com a nítida sensação de que o líder prioriza apenas seus próprios interesses.

4. Microgestão e falta de autonomia  

O chefe micro-gerenciador não delega, toma decisões unilaterais sem consultar os especialistas do próprio time e monitora cada pequena tarefa. Para muitos entrevistados, esse nível de controle é sentido como uma forma de assédio, minando a motivação e a criatividade.

5. Falta de apoio e reconhecimento

O estudo descreve chefes que raramente agradecem ou que barram promoções de funcionários de alto desempenho. Sem os recursos necessários para o sucesso e sem o devido crédito, a moral da equipe desaba rapidamente.

6. Expectativas irreais

Focar apenas no que deu errado é um dos maiores motivos de pedido de demissão. Esse comportamento envolve críticas excessivas e a imposição de prazos impossíveis de cumprir, empurrando os colaboradores para o esgotamento físico e mental.

Em última análise, os dados do Bad Boss Index deixam um alerta claro para as organizações de que não adianta investir em escritórios modernos ou pacotes de benefícios robustos se o relacionamento entre líder e liderado estiver corroído.

 

O que torna o profissional em um bom líder

Com base nos indicadores apresentados, confira a seguir cinco características fundamentais de um bom líder:

1. Apoio e compreensão: 

Um bom gestor se preocupa genuinamente e demonstra empatia com seus colaboradores; oferece flexibilidade para que seus funcionários lide com emergências e assuntos pessoais sem julgamentos. 

2. Comunicação eficaz e feedbacks: 

Uma característica essencial em uma boa liderança é manter a comunicação aberta e fluída com sua equipe, além de ouvir ativamente seus funcionários. Oferecer feedbacks construtivos também é importante para que os funcionários melhorem e se destaquem. 

3. Confiança e empoderamento: 

Bons chefes constroem seus colaboradores para serem independentes, confiam na capacidade de decisão para que cada um execute de forma autônoma suas tarefas, assim estimulam a criatividade e iniciativa. 

4. Reconhecimento: 

Outro hábito ressaltado no estudo são os líderes defensores de seus colaboradores, atuam em favor de aumentos salariais e recomendam promoções. Além de apoiar metas profissionais e celebrar as conquistas de seus liderados. 

5. Criar um ambiente positivo:

Por fim, líderes são responsáveis por manter um espaço seguro, transparente e motivador, para manter o bem-estar de seu time, assim eles terão melhor desempenho. 

Desenvolver líderes passa a ser prioridade

Com base nos dados do Bad Boss Index 2025, fica evidente que a qualidade da liderança deixou de ser um diferencial e passou a ser um fator decisivo na permanência e no engajamento dos profissionais. 

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